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terça-feira, 9 de novembro de 2021
MINHA QUERIDA COLUNA. Vida louca vida...
sexta-feira, 29 de maio de 2020
Crônicas ao volante. Uma quinta vazia.
A partir de hoje inicio uma série de crônicas ao volante aqui no Coluna GE-ral. Serão minhas vivências enquanto dirijo os transportes por aplicativo ou conduzo os cachorrinhos e gatinhos através de solicitações por site especializado. Muitas cenas são assistidas pela janela de um carro e muitas conversas quase viram entrevistas sob o olhar de um retrovisor. É praticamente impossível um profissional de comunicação ficar alheio a tantos fatos e tantas histórias sem registrar o que se passa.
Nossa estréia começa em meio a uma palavra que boa parte do mundo desconhecia: pandemia. Recebo uma OS (ordem de serviço) para levar um cãozinho com sua dona e acompanhante, Ana Cecília, para uma clínica veterinária. O atendimento é cedo e na noite anterior já preparo o carro. Capa Pet nos bancos, desinfecção realizada, descanso, rua. O deslocamento é grande. Saio de Jacarepaguá e vou para a Vila da Penha buscar "Totó", o cãozinho que será sedado para que a retirada de uma amostra do líquido da sua medula óssea. Um exame específico que geralmente é realizado quando um hemograma (exame de sangue mais simples) não consegue precisar alguma possível doença no animal. O caminho para o Veterinário também é longo. Saio da Penha e sigo com Totó e sua Ana Cecília para o Grajaú. Bairros cruzados, via expressa, túnel e, enfim… A clínica. Cecília pede que eu aguarde uma hora pois o exame é delicado. Pergunta se eu posso esperar caso o procedimento de coleta demorasse mais do que o normal: "claro, sem problemas!" Respondo para tranquilizar a dona do Totó, ansiosa e preocupada com a saúde de um dos seus três bichinhos de estimação. Além do paciente da vez na clínica veterinária, ela ainda tinha um outro cachorro e um gato, que se dão bem, são "parssas" uns dos outros.
As rádios dividem a programação entre músicas e boletins sobre a pandemia. Aproveito e observo ao redor. A rua vazia. Tudo bem, são nove horas da manhã. Mas realmente estava menos populada do que os outros dias. Não fazia muito tempo que Totó e Cecília estavam comigo neste mesmo carro e fazendo o mesmo trajeto neste mesmo horário. Possivelmente um mês atrás. O movimento era outro. Mesmo em meio ao temor da Covid-19 comentamos naquela corrida o quanto tinha gente nas ruas, fazendo filas mesmo antes de bancos abrirem, circulando com crianças, vendendo de tudo. Mas agora, neste fim de maio, está diferente. Muitos dos comércios que estavam abertos naquele fim de abril, desta vez estavam com suas portas de ferro para baixo. Na rua, menos carros, menos pedestres, menos vida circulando. Menos vida… bom… No dia seguinte li na CNN Brasil que o país chegava ao terceiro dia consecutivo com mais de mil mortos diagnosticados pela Covid-19. E embora o prefeito do Rio de Janeiro Marcelo Crivella tivesse anunciado horas antes uma reabertura gradual da cidade para flexibilizar o confinamento, aquela manhã não me pareceu muito empolgada com essa notícia.
Após deixar Totó na clínica, procurei um lugar para estacionar e aguardar o final do atendimento. Enquanto fazia meu lanche no carro, observava as pessoas circulando pelas calçadas. Muitos com máscaras. Muitos... Não todos. O contraste às vezes era evidente. Tão evidente quanto a pressa na caminhada. As pessoas realmente estavam andando mais apressadas. Entendo que eu estava próximo a esquina da Maxwell com a Rua Uruguai e não estamos falando do lugar mais seguro do mundo (se é que existe um…) mas havia um posto de combustível e outros estabelecimentos comerciais ao redor. Na Barão de Vassouras, onde estava, de fato, localizado, percebia uma rotina normal das manhãs. Pessoas saindo com seus carros para trabalhar e outras chegando com pães para o café da manhã. Havia um pet shop na esquina também. Não senti medo da violência. O inimigo daquele momento era realmente invisível mas presente.
Quando voltamos para a Vila da Penha já estávamos chegando às onze horas da manhã. As pessoas tomaram mais as ruas, mas não foi uma quantidade surpreendente. O percurso do GPS pela Avenida Brasil deixou ainda mais gritante o quanto a rua insistia em flertar com um ambiente melancólico. Pouquíssimos carros circulando na via, levando em consideração a média abusiva desta que é considerada a mais importante via expressa da cidade do Rio. A impressão era que, mesmo se eu decidisse cruzar os quase 60 km de extensão da avenida, a sensação de vazio seria a mesma pelos 26 bairros que ela cruza. Impressão? Talvez, mas pouco provável. Trabalho, segundo canta Roberto Carlos, como "analista urbano", desde 2016. São quatro anos ganhando experiência em perceber se o ambiente está, falando em gíria suburbana, "escaldado" ou "sussa". Mas neste 28 de maio não precisava ser um vate escandinavo para cravar que havia um aumento de preocupação na cidade.
Totó e Ana Cecília finalizaram o serviço de transporte no largo da Penha, na entrada do parque Shangai, próximos de onde moram. Eu segui para Jacarepaguá. Esperançoso de que os aplicativos de transporte não estivessem com a mesma falta de velocidade da cidade. Mas o cenário era o mesmo. Após um leve reparo elétrico no meu carro, ligo o Uber e a 99 pop às 13:30hs. O resultado? Apenas dois chamados até às 16:00hs. Dois atendimentos pela região. Ambos curtos. Pouco deslocamento. Muito tempo esperando por quase nenhum resultado. Era a tarde me dizendo que estava de braços dados com a manhã. E uma noite que prometera não ser diferente.
Trabalho concluído, me resta ir pra casa, almoçar, ou lanchar… E esperar a sexta chegar para ver o que o trabalho me reserva. O fato é que sextas e sábados têm sido cada vez mais piores. Bares, restaurantes, casa de festas, eventos, nada funciona. Estes locais faziam o movimento da cidade. Sair numa sexta em meio a pandemia é saber o pouco que se espera. Aliás o que se espera? Qual o certo a fazer? Sair, ficar em casa… Cada um conhece suas necessidades, mas o fato é que todos literalmente respiram o mesmo problema.
Por: Gê Ataide.
Ultilizo nomes fictícios nas pessoas para que se mantenham preservadas suas privacidades.
quarta-feira, 13 de maio de 2020
UM SONHO POSSÍVEL. O que o mundo tem conseguido entregar de positivo em meio a pandemia.
Certamente você já deve ter lido que a crise gera soluções. E diante do pior período da saúde global do século, com reflexos na economia e outros setores como educação e serviços, fica impossível não questionar se essa frase realmente tem sentido. Mas será que diante desta pandemia tão brutal, existe algo de positivo acontecendo? Alguns fatos comprovam que sim.
Se a saúde está sofrendo, o meio ambiente anda em uma via totalmente contrária. A revista Super Interessante escreveu uma matéria apontando uma queda gigantesca na emissão de gases poluentes para a atmosfera. Compostos químicos como o dióxido de hidrogênio e metano, estão com seus níveis de emissão reduzidos. A China já registra níveis com até 25% a menos na produção de CO2 (o dióxido de carbono), principal responsável pelo aquecimento global com aproximadamente 78% de emissão por meios prejudiciais ao planeta, segundo informação do site oeco.org.br .
A cidade de Nova York, um dos maiores pólos populacionais e econômicos da terra, também alcança uma incrível redução de 50% na emissão de monóxido de carbono, gás poluente encontrado principalmente em veículos automotivos.
Americanos e chineses também avançaram em outro quesito: a relação comercial.
A disputa palmo a palmo pelo poder financeiro global que os dois países travam há mais de três anos, parece ter conquistado uma trégua em um acordo econômico feito dentro da pandemia. O site poder360.com.br informa que a negociação foi assinada em janeiro, mas andou estagnada após declarações do presidente americano Donald Trumph que acusou o governo chinês de se beneficiar do Corona Vírus para alavancar sua economia. No entanto o que parecia ser uma grande possibilidade de aumento da guerra comercial entre norte americanos e orientais, transformou-se em uma incrível trégua após ligações feitas entre políticos integrados ao corpo dos dois governos. Trégua decretada e novas negociações baseadas na redução de taxas e aumento de importações. Dois grandes rivais encontrando na crise, uma oportunidade para enfrentar um problema global adotando medidas juntos.
O que começa a ser visto, de fato, é uma reforma no modo das pessoas pensarem sobre suas atitudes coletivas. Pequenas ou grandes iniciativas, tem gerado um efeito automático de mobilizar outras atitudes baseadas em movimentos com uma única mentalidade: ajudar o próximo. Pensamento que também é seguido por Talal Al-Tinawi, um Engenheiro Mecânico sírio que, aqui no Brasil, tornou-se empresário do ramo gastronômico. Refugiado no país desde a guerra civil da Síria em 2013, Al-Tinawi decidiu retribuir toda a recepção e acolhimento que recebeu dos brasileiros no momento em que o povo mais precisava. Ele distribuiu mais de 300 marmitas para idosos da cidade de São Paulo, como incentivo para que esses integrantes do grupo de risco da Covid-19 evitassem sair de suas casas. "Meu país já passou por quarentena e sei como é difícil. Além disso, os brasileiros me ajudaram muito para que eu me adaptasse ao país, então acho que essa minha atitude é uma forma de contribuir e agradecer ao povo que me ajudou”, disse o empresário em matéria publicada por Tiago Varella da Agência Einstein.
A realidade é que muitas pessoas têm visto o problema como a busca de uma solução. Uma forma de assumir que algumas quedas serão inevitáveis. Mas que embora haja a possibilidade do efeito estufa retomar índices absurdos de aquecimento, políticos mundiais reiniciarem suas rivalidades históricas, e o povo esquecer a busca pela solidariedade ao término deste período pandêmico; olhar para o planeta e encontrar evoluções diante de um problema tão grande, não dá apenas esperança, como estimula para que também possamos fazer a nossa parte no intuito de entregar mais números positivos e, consequentemente, mais resultados eficazes para banir de vez a pandemia que tem assustado, mas também fortalecido a busca de muitos pelo fim deste cenário megativo. É o ser humano e o planeta mostrando que para todo o desespero há sempre uma esperança.
Por: Gê Ataide
quarta-feira, 10 de julho de 2019
ALÉM DO FUTEBOL, ALÉM DO ESPORTE.
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O abraço pós derrota das holandesas. Um misto de decepção com sensação de
orgulho pela colaboração de um novo legado iniciado na Copa do Mundo de 2019.
(imagem: goal.com) |
O profissional que também atua em recrutamento e seleção e tem como função analisar o perfil comportamental e psicológico das pessoas diariamente, acredita que o pensamento consolador da equipe holandesa, vem da consciência de uma continuidade por ter colaborado na reconstrução de um futebol feminino forte, como nunca visto:
"As holandesas estão conscientes de um legado. Que o futebol feminino foi disseminado. E elas estão felizes também por fazerem parte disso". Frustrações de uma juventude contrastadas com relação de orgulho pela consciência de um bom trabalho realizado. talvez um misto de sensações que tenha ilustrado bastante os nervosismos, lágrimas e agradecimentos das meninas da Holanda ainda em campo, após a final do campeonato mundial.
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| Paolo Guerrero, maior artilheiro da história do futebol peruano, inconformado com o primeiro gol do Brasil na final da Copa América. (fonte: lance.com.br) |
fontes de informação:
https://www.suapesquisa.com/paises/peru/economia_peru.htm
https://www.suapesquisa.com/paises/holanda/economia_holanda.htm
segunda-feira, 1 de outubro de 2018
NOVAS ELEIÇÕES... NOVAS?
Falando em lava jato eu lembro de eleições, e falando em eleições eu fico até arrepiado. Mas, na verdade, não seria pra ficar?
Não!!!!!! Eu não estou dizendo que sou a favor desse ou daquele... E principalmente que acredito na mudança, dadas as circunstâncias de intenções de voto. Só estou destacando como o clima está tenso. Primeiro a corrupção arrebentou os pilares de quem acreditava em uma era próspera na virada do século. Depois veio o impeachment que, para alguns era golpe, para outros era só impeachment mesmo... Mas para todos, pouco adiantou. Agora comenta-se da violência e de cidades que eram referências de tranquilidade virarem constatadas moradas do tráfico de drogas, armas e, lógico, aumento gradativo e impiedoso da criminalidade. Casos de Angra dos Reis e alguns pontos da região dos lagos, no Rio de Janeiro.
Tudo isso gerou o velho enredo das promessas. Um promete mudar tudo com radicalismo, outros prometem combater o radicalismo, outros prometem resolver, mas sem radicalismos. E dá-lhe radicalismo!!!! A impressão que tenho com toda essa fúria descomunal dos candidatos, é que mesmo querendo combater o radicalismo eles também se tornam radicais, e acabam por flertar com um veneno que eles mesmos desejam imunizar.
Como de costume já ouvi presidenciáveis falando verdades, ponderando situações em discursos plausíveis, apontando diretrizes corretas mas, principalmente, falando também tantas bobagens que até mesmo um leigo em política como eu consegue ficar espantado com tamanha ignorância ou, no que mais acredito, cara de pau. É gente dizendo que vai mudar a lei (isso dói quando dizem...), que vai investir em segurança, educação e saneamento básico mas na hora de responder "com que recursos?" nós descobrimos que a grande maioria faltou as aulas de matemática no ginásio, enfim... Haja criatividade para pensar tanto e chegar a conclusão que somos todos idiotas.
Bom... Se vai mudar alguma coisa com essas eleições eu não sei (gostaria), mas não é possível que depois de tantas manifestações nos últimos anos, tantos escândalos, tantas operações da polícia federal, tantas reportagens, tanta fama negativa do país fora das nossas fronteiras e além dos oceanos, nós veremos aumentar o número de eleitores que escolherão seus candidatos em troco de um frango, uma caixa de cervejas ou um churrasco "comunitário". Afinal de contas, já está mais do que comprovado que não é com a política do "farinha pouca meu pirão primeiro" que as coisas vão mudar. Até porque esse pirão já azedou várias vezes e o pior, cansou de faltar farinha pra fazer mais.
quarta-feira, 31 de janeiro de 2018
VEM DE CAMAROTE. Cocktail de lançamento do Camarote Lounge Carioca agita a noite na Cidade Maravilhosa.
O Rio já respira carnaval. E alguns eventos que ocorrem na “night” da cidade mais visitada do Brasil em fevereiro atestam de forma totalmente positiva o quanto essa festa é importante para a cidade. E certamente o Cocktail de lançamento do Camarote Lounge Carioca ocorrido na noite de segunda-feira (29) no Novotel - Botafogo, foi um dos responsáveis por revestir a semana que antecede os desfiles da Sapucaí de mais ansiedade e expectativa.
Uma festa fantástica, luxuosa e com presenças que proporcionaram um verdadeiro desfile de simpatia e diversão dentro belíssimo cenário lounge em que foi transformado o salão do Hotel.
A Comissão de Frente do cocktail ficou a cargo de Maurício Dutt (@mauriciidutt), que apresentou aos convidados um pouco da curta mas bem sucedida trajetória do Camarote, ilustrando com um vídeo que deixou todos estarrecidos com as opções de entretenimento, relaxamento, estética, gastronomia, drinkeria, e conforto que o espaço proporcionará aos foliões VIPs a partir da sexta feira de Carnaval. Em seguida, Os Destaques. A musa do Lounge Carioca, Adriana Bombom (@adrianabombom) e a madrinha Mayara Motti (@mayaramotti) abrilhantaram ainda mais a noite. Beleza, simpatia e samba no pé, muito “samba no pé”...
A Pura Cadência, Bateria da Unidos da Tijuca elevou a pulsação ao nível máximo com direito a passistas e uma sequência de coreografias de samba num baile de corpos esculturais que fizeram os convidados se sentirem literalmente dentro da avenida.
O quesito Harmonia teve direito a show solo de Sax e um momento a capela dos convidados cantando em uníssono um clássico do rock brasileiro. George Israel (@georgeisraeloficial), o lendário músico de uma das bandas mais importantes do rock brasileiro, alterou o ritmo mas manteve o swing musical da noite. Em um repertório que aliou o nostálgico ao moderno, transitando desde de Psycho Killer - Talking Heads a Happy - Pharrell Williams, e terminando com a emblemática Pintura íntima - Kid Abelha, Israel contagiou o salão nobre exibindo solos do seu saxofone junto aos convidados, em cima do sofá e das cadeiras. Um show de performance que se repetirá no domingo de carnaval dentro do camarote juntamente com o show de rock nacional da banda Trio Caribu (@triocaribu).
Uma noite cheia de surpresas, gente bonita, personagens marcantes e apenas uma expectativa: o início da maior festa do planeta chegar o mais rápido possível para que ocorram momentos certamente ainda mais intensos, revestidos de energia e adrenalina. Pois se longe da Marquês de Sapucaí a energia foi dessa forma, de frente para o espetáculo será indescritível e inenarrável mensurar. Que venha o carnaval!
Por: Gê Ataide.
quarta-feira, 8 de novembro de 2017
Sua vida ficou mais prática ou mais complexa?
Parece realmente um passado não tão distante assim, quando no começo da noite de sexta feira, minhas duas irmãs e eu esperávamos meu pai chegar do trabalho para irmos juntos à locadora do Gélson em busca do nosso principal entretenimento do fds: assistir filmes no nosso videocassete JVC. Bom... Eram os anos noventa quando sequer se escrevia fds, vc, bjs, obri, vlw, tql, blz, ou qualquer outra sigla... Aliás era uma época boa porque conversar pessoalmente ainda estava na moda...
Hoje em dia eu fico pensando se a tecnologia nos deu mais praticidade ou agregou complexidade nas nossas vidas. Pois ao mesmo tempo que somos ágeis agora para pagar contas, marcar reuniões, agendar saídas com a galera, viajar, ou pesquisar tarefas de escola, fakul ou qualquer outra coisa, parece que no fim do dia sempre faltou algo para resolver, e o pior, na maioria das vezes faltou mesmo.
O site revistagalileu.globo.com fez uma matéria bem legal projetando como serão nossas vidas daqui há vinte anos. Dois temas me chamaram bastante atenção. O primeiro é em relação a nossa futura relação com a internet. Ela será como a eletricidade para nós, estará em tudo. Não haverá um momento em que vamos pensar se o lugar tem ou não Wi-Fi por exemplo, será tão prático, tão óbvio, tão evidente que, terá realmente uma relação parecida com a que temos hoje em dia com a lâmpada de casa que acendemos ao anoitecer. Ela estará lá, simplesmente, naturalmente, normalmente.
Agora vai uma palavra nova que aprendi: tecnogênico. Pois é, tem a ver com a maioria dos pepinos que resolvemos socialmente hoje em dia. Problemas tecnogênicos são aqueles criados pela tecnologia. Basicamente quando algo foi feito para nos dar praticidade e aí vem uma mente maldosa e pensa que essa "novidade" também pode ser usada para coisas erradas. Pois então, a má notícia é que essa maluquice só vai piorar tá... É só você dar uma viajada na mente. Imagina se implantarem um chip no seu braço para que ele seja o seu cartão de banco por exemplo. Ótimo!!!! Vou andar sem carteira! Mas o assaltante vai pensar: "Beleza, agora eu só preciso de um facão!". Foi meio ridículo mas você entendeu (estou fora da minha cidade escrevendo esse texto numa praça com o tempo fechando e 20% de bateria, releva vai...).
Por sinal agora vejo crianças voltando da escola e parando para curtir o balanço da pracinha e jogar bola... Tudo bem que estou em uma cidade bem menor que o Rio (Teresópolis), mas ver quinze pré adolescentes brincando e apenas dois segurando seus computadores de mão, também conhecidos como celulares é "quase" me sentir em 1995 dinovo quando eu curtia mamonas e ficava decorando as catorze músicas do CD dos caras só com a ajuda da rádio, sem as indispensáveis e atuais colaborações de YouTube ou Spotify para este feito.
Talvez a cidade pequena será uma referência daqui há poucas décadas para isto... Não apenas para a fuga do trabalho e da rotina da cidade grande, mas também da tecnologia. Fico imaginando uma pousada com os dizeres "Relaxa, aqui não temos Wi-Fi" ou "Tente guardar seu celular e ver o que o mundo te oferece" Ah já sei, que tal apenas "Desconecte-se".
Putz... Aí passa uma freira agora, sinônimo de todo o tradicionalismo possível e comenta com uma noviça ao seu lado "...Eu converso com ela no face as vezes..." Agora minhas expectativas definitivamente viraram utopia.
É meus amigos, não tem jeito. O passado não volta, a tecnologia nos transforma e o caos dos barulhinhos de whatsapp, Insta e outros app's continuarão sendo a principal razão de irmos a farmácia comprar Dorflex. Fazer o quê? Vamos em frente. Só espero que não venha um doido aí é resolva criar uma Skynet... Aí embolou de vez... "Jesus toma conta" Haja Schwarzenegger para nos ajudar... Hahahahaha...
Fontes de pesquisa: http://revistagalileu.globo.com/Tecnologia/noticia/2014/07/evolucao-tecnologica-como-sera-nossa-vida-daqui-20-anos.html
terça-feira, 3 de outubro de 2017
Aonde você mora? Aonde você foi morar?
Em uma pesquisa feita pelo IBGE e que virou reportagem do portal de notícias G1 há cinco anos atrás, quando nosso país "ainda" totalizava 190.755.799 milhões de habitantes, os migrantes, ou seja, aqueles que saíram de seus estados de origem para outras fronteiras nacionais, totalizavam um número maior do que 27 milhões de pessoas (14,5%) da população. Isso quer dizer que a cada dez pessoas que você encontrar nas ruas, pelo menos uma vai conversar contigo soltando aquele sotaque que você acha engraçado, bonito e, logicamente, bem diferente do seu. Só no eixo Rio/São Paulo, residem mais de 10 milhões de brasileiros que abandonaram suas cidades, muitas vezes, em busca de oportunidades melhores de trabalho. Nordestinos são muitos... Uma incrível quantidade de pessoas que em sua grande maioria se notabilizaram pela disposição no trabalho, seja ele qual for. Mas a mesma unanimidade que agrega ao nordestino uma característica bem peculiar para a labuta, o transforma em alvo de um dos apelidos mais preconceituosos batizados pelos nascidos nas duas maiores cidades populacionais do Brasil.
"Ah é tudo Paraíba!"
Está aí uma frase que os cariocas e paulistas adoram, mesmo quando o sotaque nem mesmo é nordestino. Na realidade, eles tem um outro "ditado regional popular" que mostra o quanto isso pouco importa para eles:
"Pra mim, saiu do eixo Rio/São Paulo é tudo Paraíba..."
Qual migrante morador da cidade maravilhosa ou da terra da garoa nunca escutou essa frase? Um preconceito que de tão enraizado na sociedade brasileira, torna-se ironicamente carinhoso, pois a grande maioria passa a dizer sem maldade, intenção de ferir, atacar, desprezar... Porém, com uma vontade bem notória de mostrar com um certo "q" de deboche o seguinte pensamento:
"Você não é daqui, meu caro..."
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| O rei Roberto Carlos, nascido em Cachoeiro de Itapemirim - ES, mas mora no Rio desde a juventude. (fonte da imagem: http://www.luizberto.com/a-musica-do-mundo-peninha/roberto-carlos-76-anos) |
Na realidade os que sempre moraram em seus estados jamais vão compreender a dificuldade que é de se reinventar em uma outra terra que, embora também brasileira, possui uma cultura tão diferente em vários sentidos. Mas quando você se muda, existe um inimigo e aliado com o mesmo nome acompanhando você... O tempo. Primeiro ele te dilacera. Te faz acreditar que a adaptação não vai acontecer, te leva a lembrar incessantemente de um passado recente, onde você andava por onde conhecia, falava o que todos entendiam e podia se vestir sem medo de escutar uma piada caipira ou receber uma risadinha do canto de boca. Mas depois o tempo te fortalece. Vai inserindo você naquele meio, na forma de se expressar, através dos amigos que constrói, na adaptação ao layout do local e por fim, você passa, realmente, ironicamente, devotamente e porque não dizer, misteriosamente, a fazer parte daquele lugar.
Aí você se se pergunta? Como isso pode ser? Qual explicação para isso? Talvez a resposta não seja de um novo vínculo e sim de um nó que foi desatado sem que se percebesse. O jovem escritor colunista Alberto Brandão Publicou um texto no site papodehomem.com.br chamado: "O que ninguém conta sobre mudar de cidade". Ele resume com bastante propriedade em uma frase como nos desligamos aos poucos de uma cultura para nos adaptarmos a outra.
"Um dia voltamos para visitá-los (refere-se aos amigos) e eles têm assuntos que não conseguimos mais acompanhar. Nossos interesses não cruzam como antes e tudo parece meio fora de sincronia. O peso da amizade de tantos anos faz o trabalho de manter a união, mas sentimos que o compasso vai se perdendo."
E quando isso acontece (e pode ter certeza que acontece mesmo) o migrante se sente realmente distante do seu lugar de origem. E é exatamente na fronteira entre os costumes desprendidos e absorvidos, que vem a confortante descoberta de que ser brasileiro não é ter apenas uma cultura, um sotaque, e até mesmo um estado federativo. Como diz o narrador Luís Roberto, "esse país de dimensões continentais chamado Brasil", nos proporciona a sensação de que temos um pedaço de nós em muitos cantos por onde passamos, visitamos e moramos.
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| Pelé, o rei do futebol. Nascido em Três Corações - MG e consagrado em Santos - SP. (fonte da imagem: http://blogdoodir.com.br/2010/10/duas-historias-sobre-pele/) |
Por isso, senhores que jamais abandonaram seus estados... Vou tomar a liberdade de invadir e inverter o seu pensamento. Quando você pensar o famoso e já citado acima: "Você não é daqui, meu caro..." Sugiro procurar saber de onde você realmente é. Para onde foram seus avós na juventude? De onde eles vieram? Onde residiam seus pais quando crianças? E principalmente, não se esqueça de que um dia, a terra em que você morar pode não ser a mesma que você nasceu. E isso não fará de você melhor, ou pior do que ninguém.
quarta-feira, 29 de março de 2017
E o erro permanece...
Recentemente a CBF anunciou mudanças no seu estatuto. Frase normal... Vamos causar um pouco mais de impacto: Recentemente a CBF anunciou mudanças no seu estatuto. A reunião foi feita no dia do jogo da seleção brasileira contra o Uruguai pelas eliminatórias da copa do mundo. E então? Achou normal ainda? Beleza... Vamos colocar mais tempero nessa sopa: Recentemente a CBF anunciou mudanças no seu estatuto. A reunião foi feita no dia do jogo da seleção brasileira contra o Uruguai pelas eliminatórias da copa do mundo e não contou com a participação dos representantes dos clubes brasileiros.
ooooooopaaaaaa... Agora não é possível que você não entendeu que tem algo, no mínimo, estranho no ar.
Vamos lá... Imagina que você vai organizar uma festa com dois amigos amanhã. Mas hoje a noite os seus brothers se encontram sem você e decidem tudo: hora de saída, o que levar, como ir e quando voltar. E então no dia seguinte só comunicam a você. Mas tem um detalhe: a sua presença na festa é fundamental pois você não só fez o papel de promoter, como será o responsável pelo entretenimento do evento, fará stand-up ou será o músico da noite, por exemplo. Fala a verdade? É ou não é para ficar indignado com sua galera? Bom, talvez agora você saiba como os clubes brasileiros estão se sentindo após essa mudança do estatuto.
Mas sejamos um pouquinho mais atrevidos na história da festa com seus amigos. Imagine que, ao chegar no local você descobre que as pessoas não procuram você para informações. Os garçons, cozinheiros, seguranças e equipe de limpeza, seguem as instruções dos seus dois amigos. Respostas iguais, ensaiadas, propositais, para que você seja uma voz menos presente, um voto vencido.
No caso da CBF o voto vencido são os clubes... É simples de entender: quando houver eleição para presidente da instituição, os clubes da série B terão peso 1, os da série A peso 2 e as federações PESO 3. Eeeeeeitaaaaaa....
Isso quer dizer que se todos os clubes se unirem para votar em um mesmo candidato e as federações votarem em outro, vai ser como um 7x1. No caso, as federações seriam a Alemanha OK? Kkkkkk
Aí quando Pitty canta: Nada é orgânico, tá tudo programado. E eu achando que tinha me libertado; eu me lembro do Tite...
Por quê???? Como assim??? Vejam só: O Tite virou a grande figura positiva do país. Voltou a dar orgulho para uma pátria que se via perdida na economia, desacreditada na política e pouco brilhante nos gramados. De repente, somos a primeira seleção a se classificar para a Copa da Rússia. (Além da Rússia, é claro né... ) Pronto! Futebol, paixão nacional dinovo!
Mas e quando o Tite sair? Será que vai começar o jogo de cartas marcadas dinovo? Será que o público só foi usado e ganhamos o Tite para calarmos a boca e esquecermos as mazelas sociais enquanto o Brasil chega com força para a Copa, ou a CBF aprendeu com os recentes casos de corrupção no país e dentro da própria entidade?
Sinceramente... Depois do jeito que esse estatuto foi alterado, é impossível não se ver pessimista em relação ao futuro.
Por: Ge Ataide.
quinta-feira, 23 de março de 2017
POR QUE PAPAI? PORQUE É JOEL.
Eu não sei, caro leitor, se você teve a oportunidade de ter convivido com seu pai. Talvez tenha tido um avô como figura paterna, um tio, ou até mesmo um grande amigo ou vizinho. O fato é que independente da pessoa responsável por exercer essa função na sua vida, tenha certeza que, se você tem hoje uma grande admiração por ela, isso se deve a capacidade que ela teve de te marcar pelas suas frases e atitudes.
Quem tem a honra de ser chamado de pai, tem também a responsabilidade nas costas de orgulhar, inspirar, motivar, agregar.
Mas um pai também chama atenção! Corrige, Morde para depois assoprar (Ah, coisa de pai…). O pai briga não no intuito de desmoralizar, mas de ensinar e almejar para seu filho um desempenho melhor, uma postura mais correta e até mesmo como se defender de algo ou alguém que atravessar o seu caminho. Para alguns pais: “Bateu, revida!”, para outros “Bateu, toma a outra face…” Mas para todos tem sempre a frase: “Só quero que você amadureça”.
Existem os pais maldosos, cruéis, arrogantes e insensíveis, mas “na boa cara”, esses não nasceram para serem pais… Os verdadeiros pais te conquistam com o olhar, e até adotam você como filho, mesmo quando na sua vida já existe quem faça essa figura. Mas é daí se você já tem um pai? Ter outro é ter mais aprendizado ainda! Acima de tudo, uma mão para te levantar e uma boca para te aconselhar na hora certa.
Quando vi “papai Joel” chegando com a delegação do Boavista no hotel Ramada Recreio onde sua equipe está hospedada, para pré temporada, no bairro do Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio de Janeiro; percebi que ele estava descendo do ônibus com as mãos nos ombros de uma outra pessoa em uma conversa ao pé do ouvido, daquelas que só quem quer dar conselho faz… Sucinta, discreta, paterna. Não havia jornalistas, fotógrafos, fãs, tietagem. Apenas o sol escaldante de meio dia e alguns funcionários da portaria. E isso foi o que mais fascinou.
Às vezes somos para os outros o que queremos que os outros sejam, não o que nós, de fato, somos. Sorrir para a câmera pode ser mais uma ironia e menos uma simpatia. Com Joel foi diferente. Sua figura paterna se fez presente naturalmente porque ele não apenas conquistou esse apelido, ele sempre o teve dentro de si.
Ao técnico, comandante, professor e, papai, Joel Santana fica a admiração por presenciar e compreender a razão de ser tão querido no meio em que atua. Aos jogadores do Boavista, uma sugestão: aproveitem! Afinal de contas quem é pai, quer ver seus filhos sempre bem, atuando com dignidade, evoluindo com consciência e coletividade e principalmente, vencendo no final. E mesmo quando poucos acreditarem, há quem acredite. E ele será o cara que estará de pé ao lado do campo, olhando para você acompanhado e abraçado com sua habitual prancheta.
Por: Gê Ataide.
(21) 964-15-3131 Whatsapp
geataide@hotmail.com
quarta-feira, 25 de novembro de 2015
Ah... É só mais um escândalo...
Hoje, no começo da tarde, uma colega de trabalho perguntou para mim quais seriam os impactos da prisão do senador Delcídio na sociedade. Eu até entendi o que ela quis dizer mas, na realidade não soube responder.
Na boa galera, já tem tanta farinha vazando desse saco que eu nem sei mais o impacto generalizado da coisa. Nunca vi tantos escândalos, tanta gente envolvida e, sério, não pensava que fosse possível circular tantos "bilhões" por aí de forma tão leviana. Porque esse ano são só de bilhões que a gente fala. O negócio é desviar à vera! Esse papo de "milhõezinhos" na conta é coisa dos anos noventa meu chapa! Esse lance de congelar conta então! Coisa de político com pós graduação em corrupção vencida... Agora a moda é petróleo, o ouro negro!
Impressionante como um grupo de pessoas consegue lesar uma imensidão de gente e em tão pouco tempo. Sério, tô pensando até agora como esses caras são mestrados em lavar grana. Vamos lá. A Mega Sena está em duzentos milhões não é isso? É... Acho que sim... E se você levar esse din din todo pra sua conta, meu nobre, haja vontade de falir para acabar hein! Então pensa comigo: imagina o que é desviar bi... bi... bilhões meus amigos. É chamar o povo de trouxa e sambar na cara dele. Sambar não né... Eles dançam a "música de corneta alpina" típico da suíça! Kkkkkkkkkk
A dívida brazuca ano que vem vai beirar cento e quarenta gente. Hã, cento e quarenta o quê? Bilhões né, é claro... Esquece milhões da cartilha, isso é presentinho pra assessor.
Então... Respondendo a pergunta da minha colega se a prisão do Delcídio impactou em alguma coisa. Eu digo que, no bolso sim! Mas para mudar alguma coisa na consciência moral de algum dos envolvidos soltos... Melhor continuar com meu silêncio do começo da tarde.
Respondido, sra Patrícia Balbino?
terça-feira, 1 de setembro de 2015
A nova regra do jogo para as telenovelas
Amigos;
Sei que meus afazeres diários acabam por não deixarem que eu escreva regularmente para vocês. Mas é isso né... Jornalista que não atua no jornalismo tem que se virar nos trinta! Kkkkkkk
Mas sério gente... A partir de hoje não respondo Whatsapp, atendo celular ou confiro messenger a partir das 21hs. Tudo por culpa dessa tal de #aregradojogo.
O João Emanuel Carneiro já me fez escrever um texto neste mesmo blog, após o primeiro capítulo de Avenida Brasil. Pois, se no começo, a novela da Carminha já tinha me chamado tanta atenção, imaginava que a trama iria pegar fogo. E pegou. Patamares de audiência incríveis, tão quanto o mapeamento divulgado no dia do último capítulo registrando que a teledramaturgia da Globo estava sendo assistida em várias partes DO MUNDO!!!
A partir daquele momento comecei a cultivar grande ansiedade pela nova novela do Carneiro. E parece que não vou me decepcionar.
Alexandre Nero, Giovana Antonelli e Cauã Reimond "brincaram de atuar", show!!!! Fotografia fantástica e uma linguagem tipicamente carioca, seja ela em qualquer segmento social. E "na boa", diante do que estamos presenciando hoje em dia, o público precisa mesmo é desse choque de realidade. É importante Mostrar que a criminalidade anda cada vez mais organizada, que os trambiques nunca perderam sua negativa evidência e que o Brasil continua sendo o reflexo de uma desigualdade social incrivelmente brutal.
Chega de mesmicie! Carneiro? "Tamujuntu". Que a novela continue sendo essa verdadeira evidência de que a coisa tá pior do que a gente imagina, pois só assim, sabendo de verdade o que e quem nos cerca, é que vamos entender a necessidade de fazermos nossa parte para mudar esse quadro.
Então, recado dado. Por isso... Esposa: Simpsons todos os dias não rola mais! Hahahahaha
#geataide
quinta-feira, 16 de abril de 2015
"Quero ver quem paga pra gente ficar assim".
Pois é... Foi essa a frase que Cazuza "esbravejava" em sua canção nos anos oitenta. Hoje temos mostrado nossa insatisfação principalmente nas ruas, mas nossos políticos...
Amigos, é fácil criticar. É a coisa mais prazerosa e uma das mais estimulantes que fazemos. Mas se tem algo que o ser humano ainda não aprendeu é que não adianta falar, tem que agir. Vejamos de uma forma simples: estamos em uma crise e as medidas do governo, que já estava sofrendo críticas dos mais variados segmentos, não agradaram. Então chegaram os "heróis" da oposição. Ela que tanto critica, aliás, acredito que seja este seu principal adjetivo: "criticar". Pois bem, e quando vemos a oportunidade dos nossos " heróis " se unirem ao povo das ruas que clama por soluções... Nada ainda.
Sinceramente gente, não dá desse jeito... Como nós poderemos aceitar uma crise, um baixo salário, uma alta da inflação e um dólar acima de três reais se não percebemos a atitude de quem deve fazer alguma coisa? Pediram pra economizar água, estamos aí!!! Pediram espetáculo na Copa do Mundo, mole pra gente!!! Pediram manifestações sem baderna, dito e feito!!! Então porquê quando somos nós que pedimos as coisas se arrastam?
Não sou de levantar bandeira, até porquê acredito que o momento não é para isso. Não quero defender governo, oposição, candidato, presidente, agitador, nada! Só nunca ouvi falar de crise que tenha sido sanada sem a união para gerar a solução. Então, embora já seja de conhecimento geral a rivalidade entre governo e oposição, seria muito legal se ao invés de perderem tardes brigando e responsabilizando uns aos outros nesse jogo de quem errou mais, nossos votados pensassem juntos em como sair dessa crise e fazer a economia voltar a ficar decente. Afinal de contas é para isso que nós pagamos vocês.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015
Você bebe o que bebiam?
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
Por que a maioria das mulheres ainda não entende futebol?
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| Foto: http://feitoparahomens.com.br |
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
Opinião... De agora em diante.
terça-feira, 8 de abril de 2014
Qual é a senha?
O discurso parece radical, mas posso dizer com a experiência de um paciente e impaciência de um acompanhante: em meus últimos oito comparecimentos a hospitais e laboratórios cobertos pelo meu plano só consegui excelência em atendimento em apenas um. É isso mesmo, com o perdão da redundância e das letras garrafais necessariamente eu reforço: apenas UM. Mas entre todos os outros sete declínios de serviços prestados vividos anteriormente, onde também destacam-se mais de duas horas para atender uma criança de colo em uma emergência em Vitória - ES, e deixarem minha noiva esperando mais de meia hora em outra emergência completamente vazia em uma madrugada de segunda feira em Jacarepaguá - Rio de Janeiro, o que mais me deixou perplexo foi a tal história da senha.
Tudo começou quando necessitei executar um raio x do tórax. Dada a evolução dos exames radiológicos nos últimos anos, imaginei que seria tão fácil quanto comprar pão na padaria da esquina, mas a dificuldade e o descaso dos laboratórios especializados foram tão surpreendentes quanto escutar um padeiro gritar: "Gente! Estamos sem pão pois o trigo acabou..." Tive três experiências diferenciadas e desagradáveis em menos de uma semana. Em um laboratório fui informado que os agendamentos estão sendo realizados para três meses consequentes; em outro até tentei buscar alguma informação, mas sequer conseguir entrar pela porta e dar dois passos, tamanha era a quantidade de gente e faces mal humoradas fazendo cadastro; no terceiro liguei para os dois telefones disponíveis na internet. Sequer alguém me atendeu. E foi deste momento em diante que a senha entrou na minha vida.
Em um conceituado e sofisticado laboratório carioca também interligado a uma grande rede de hospitais, consegui algumas orientações; pena que o trigo ainda não havia chegado e meu pãozinho francês ainda viria com dificuldade. O atendente de telemarketing informou: "Senhor o atendimento para raio x não é por agendamento, é por senha. São dezesseis senhas de manhã e outras dezesseis a tarde. O senhor precisa chegar cedo pois elas em muitos casos acabam rápido." Após ouvir aquela recomendação e me projetar para uma fila do SUS, decidi, de forma desesperada, seguir seu conselho, haja vista todo o meu desgaste de experiências anteriores. O que eu não sabia era que meu stresse seria triplicado. Então leiam e entendam amigos, o quanto estamos mal representados por um serviço que lida com o nosso mais precioso bem: nossa saúde.
Decidi comparecer para retirar a tal senha na parte da tarde. Seguindo a informação de que os papéis eram distribuídos a partir do meio dia e meia, cometi o incrível engano de chegar dez minutinhos depois. Vocês já imaginam o que aconteceu não é? Tentei argumentar a necessidade daquele exame, escutei da atendente a seguinte frase: " O senhor pode sentar e esperar alguma desistência, mas eu não posso garantir nada." Respirei fundo, mas percebi que nem com meu tórax aberto dificilmente conseguiria alguma compaixão daquela funcionária, que ganha para fazer o que faz. Processos Seletivos... Eficazes... Então no dia seguinte, sacrificando mais uma programação do meu trabalho, resolvi radicalizar! E às dez e cinquenta e sete da manhã, lá estava eu pronto para ser com folga o primeiro da lista. Fui o sétimo... Resultado: vinte reais de estacionamento e mais de quatro horas para conseguir fazer o exame após adquirir a dourada senha da radiologia. Mas a tarde não foi monótona, enquanto aguardava escutava histórias e relatos de outros pacientes revoltados, e acreditem, se eu começar a contá-las, este texto certamente vai virar um livro.
Diante de toda aquela deficiência gerada por um serviço privado, é impossível não imaginar: será que uma pessoas em situação igual a minha mas atendida pelo sistema público consegue a proeza de executar esse exame a tempo de evitar que sua doença alcance patamares ainda mais delicados?
O fato de eu não citar os hospitais e laboratórios onde vivi tanto descaso são pela simples razão de ao escutar depoimentos dos vários pacientes que aguardavam atendimento nesta tarde, cheguei a conclusão que o problema vai além de um plano de saúde ou grupo de saúde privada: é generalizado. E com tudo que passei para conseguir um simples exame de tórax começo a entender o porque tantos amigos e conhecidos seguem uma recorrente e incorreta frase de forma tão veemente: "Hospital eu passo longe! Só procuro quando estou muito doente."
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
Dois mil e treze.
Se perguntarem pra mim o que tenho a dizer sobre 2013 responderei muitas coisas óbvias, mas outras inacreditáveis, muitos casos rotineiros mas também surpreendentes. Histórias que você ouviu, viu, acreditou ou preferiu não crer.Vi manifestações pelo Brasil, e o mundo abraçando nossa causa. Vi Dilma ser vaiada em pleno estádio Mané Garrincha; vi jovens em nome da paz e outros representando a balbúrdia. Vi patrimônios depredados, pessoas feridas, policiais violentos, sargentos da PM corajosos, bandeiras com vários pedidos, mas que gritavam apenas uma palavra: melhorias. Vi políticos cassados, envergonhados, irônicos, fujões... Relembramos os mensalões. Representantes públicos doentes na prisão, mas cheios de saúde para a corrupção. Pela Televisão soube da morte de Hugo Chávez. A Venezuela chorava, representantes latinos lamentavam, já Obama pouco falou, mas muito escutou. No Brasil e na Alemanha a espionagem americana causou uma polêmica. Dilma rebateu, Obama, mais uma vez, pouco falou.
Vi desastres naturais. Enchentes no Brasil, na Europa, fragmentos de meteoro na Rússia. Continuei vendo a guerra no Oriente Médio, ditadores exaltados, ditadores cassados, mais povo em protestos contra seus governos na Ásia, Grécia e Ucrânia. Vi o mundo sofrer com ganância, arrogância, desrespeito. Vi pouca amizade. Brigas de políticos, brigas de torcidas, brigas de jogadores de futebol, brigas de times para não caírem e também de outros para voltarem a subir mesmo sem disputarem campeonatos consequentes. Um deles conseguiu. Vi o termo "tapetão " voltar a ser pronunciado depois de tanto tempo, mas justo ou não, protagonizado pela mesma equipe que popularizou a palavra nos anos noventa. Vi o Santos ser humilhado pelo Barcelona, e embora não seja santista, senti vergonha. Vi o Atlético Mineiro ser campeão da Libertadores de forma magnífica e emocionante, e embora não seja atleticano, senti orgulho. Vi Usain Bolt, perder para um mortal, mas vencer uma máquina. Vi Anderson Silva perder o cinturão do UFC e encerrar o ano com uma grave contusão e uma imensa frustação. Vi as mulheres brasileiras brilhando no judô, vôlei, e até no handebol. Vi nossa seleção de futebol ganhar a Copa das Confederações e alimentar de esperança nossa crença no Hexa. Vi Neymar iniciar sua trilha europeia, Messi não ter uma ano brilhante e Cristiano Ronaldo ter razões para acreditar que o ano foi seu.
Vi o Papa Francisco protagonizar uma belíssima Jornada Mundial da Juventude no Rio de janeiro, vi a solidariedade, me vi solidário. Vi a banda Charlie Brown Jr. perder Chorão e Champion, parece que é o fim. Emílio Santiago se despedir, assim como Reginaldo Rossi. Vi Nélson Mandela nos deixar, mas sua mensagem ecoar. Acho que ele partiu feliz.
Talvez tenha sido o que mais vi em 2013. Queria ter visto mais justiça, mais solidariedade, mais paz, mais respeito com os doentes, menos doença e mais alegria. Mas nossos desejos para 2014 estão presentes para acreditarmos que o bom pode melhorar e o que foi ruim faz parte da vida, mas também de nós para mudar. E que com certeza podemos e devemos fazer a nossa parte para alterar o que foi ruim, rever o que foi polêmico e acreditar nos nossos atos.
FELIZ 2014 A TODOS!
sábado, 17 de agosto de 2013
A novela política continua.
Pois é... De 1989 (ano da novela) para 2013 foram vinte e quatro anos, e em 2014 quando esse sucesso comemora exatamente duas décadas e meia, o Brasil poderá prestar uma irônica homenagem a esta querida novela global: a tentativa de eleger para nós um "Salvador da Pátria".
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| Sassá Mutema nos braços do povo na clássica novela de 1989. |
E essa será a dificuldade. Quem representará o povo e quem estará a favor da manutenção do modelo político atual, haja vista que os dois terão o mesmo perfil? É... Para aqueles que pensavam que estas eleições seriam as mais fáceis podem ter se enganado completamente. Novas siglas surgirão, militantes do passado retornarão, nomes de partidos menores ganharão força e é claro que os gigantes da política nacional já estão cientes disso e prontos para contra atacar. Por isso, tomem muito cuidado em 2014! Afinal de contas, Salvadores da Pátria já tivemos muitos candidatos, e de inocentes como nosso querido Sassá Mutema, eles não tinham literalmente nada.
Imagem: http://contigo.abril.com.br
segunda-feira, 17 de junho de 2013
MANIFESTAÇÕES. A LUTA NÃO É A VIOLÊNCIA.
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| fonte: http://carmenamaral-abracodeluz.blogspot.com.br |






